terça-feira, 19 de março de 2013

ARQUITETURA PARASITA

                                Arquitetura parasita



Arquitetura parasita, apesar do nome, não é algo que subtrai de outra forma, mas sim, o contrário disso, é uma  arquitetura que aproveita-se de lugares improdutivos, vagos no espaço e que poderiam estar sendo usados em pró de alguma coisa mais eficaz. como por exemplo, o vão, o grande espaço que há entre os dois prédios no meu projeto parasita, que, pós projeto, passou a ser um local de utilidade, sem perder a percepção de espaço e liberdade que um vão assim nos proporciona.


fachada


Meu projeto parasita consiste em um lugar, um espaço "extra edifício", reservado para a leitura. Ou, a gosto, um lugar para poder refletir, observar as estrelas na abobada terrestre. A visão dos astros é facilitada por grandes paredes de vidro. Proporcionando também uma bela vista da cidade e seus arredores.

planta


   Pode não parecer, mas nem sempre um apartamento se faz um lugar silencioso e reservado para o exercício da leitura,; seja por acaso de uma família em constante movimentação interna, filhos, por exemplo, ou também pelo mesmo não se mostrar tão aconchegante ou inspirador para momentos assim, de reflexão e leitura, ou ao menos, a simples contemplação do mundo ao eu redor.

corte aa


  Sendo assim, com base nisso, propus um local que não invade a privacidade de moradores de outros edifícios e ao mesmo tempo tende a instigar, de maneira direta um maior contato com os moradores do seu próprio edifício.

corte bb

quinta-feira, 14 de março de 2013

Uma coisa significa outra coisa quando muda de lugar?


                     David Moreno. 
                                          Obra: "Silence"



    Sim, basta observarmos a obra de D. Moreno e logo vemos o impacto da mesma sobe o ambiente, e nos faz refletir sobre a mesma. Passa a ideia de que mesmo estando mortos os indivíduos das fotos, pensadores, ainda fazem ecoar em nossos tempos suas ideias. é como se a cada leitura de suas obras eles estão  bradando-as para nós naquele exato momento. 

      A obra de David Moreno se constitui na articulação permanente de dois universos: a figuralidade do som e a sonoridade da imagem. Seu trabalho distingue-se pela recorrência de ressonâncias, estigmas, cortes, incisões, repetições e vibrações – tornando claro que o cruzamento com que enlaça as figuras do som com os sons da figura é, na verdade, uma chave para a produção de imagem. Por meio de instalações sônicas, experimentação eletroacústica, desenho e fotografia, suas obras emolduram questões sobre a mortalidade do corpo, a condição animal do humano e os impulsos de vida e de morte manifestos sob a forma de sintoma.

Uma coisa significa outra coisa quando muda de lugar?